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Pandemia do coronavírus pode abrir caminho para Libra criptomoeda Facebook

BlueBenx 14 de abril de 2020

A pandemia do novo coronavírus está impactando os meios de produção. A confiança dos investidores. E, ainda sentiremos quais serão os impactos dessa crise na economia. Mas, apesar disso, ela também está fomentando e fazendo crescer outros setores. Um bom exemplo é o crescimento no consumo de produtos e serviços online. Esses que, com a quarentena, viram crescer o volume de vendas e a necessidade de pagamentos eletrônicos. Sendo essa a principal bandeira da Libra, criptomoeda atrelada ao Facebook, o coronavírus pode abrir caminho para aprovação e regulamentação do projeto.

O que é a Libra?

O Facebook anunciou em junho de 2019 o lançamento de uma criptomoeda capaz de revolucionar os serviços financeiros digitais e, consequentemente, o mundo das finanças. O principal propósito da Libra é torna-se um meio de pagamento e transferência de valores entre pessoas do mundo todo de forma segura e super acessível. Em uma de suas falas sobre o projeto, Mark Zuckerberg afirmou que “enviar dinheiro deveria ser tão fácil quanto enviar uma foto ou um SMS”. Reforçando as premissas para o lançamento da nova moeda digital.

Baseada na blockchain e lastreada em ativos reais, como: depósito bancário, títulos governamentais de curto prazo e moedas fiduciárias como o Dólar e Euro a Libra já reúne em seu projeto mais de 27 empresas parceiras e incentivadoras de sua proposta. Entre os principais parceiros estão: eBay, Spotify, Uber, Paypal, Marstercard, Visa e Mercado Pago. No entanto, revolucionar os meios de pagamento não é tão simples. Desde que foi anunciada, a Libra vêm enfrentando resistência e muitos empecilhos para ser regulamentada.

 

Por que o projeto está tendo problemas para “sair da papel”?

Se a criptomoeda do Facebook tiver sucesso, teremos um meio de pagamento mundial que acabará com a nossa necessidade de usar bancos para fazer transferências. Não precisaremos mais de cartão de crédito/débito para efetivar um pagamento. Não será mais necessário fechar câmbio para transferir dinheiro entre países. Já Imaginou quantos serviços, empresas e setores serão impactados e transformados por essa iniciativa?

Ela não é a primeira criptomoeda, e nem será a última, a ser discutida no âmbito governamental sobre sua legalidade e consistência. No entanto, se destaca pelo poder e influência de seus membros fundadores. Se considerarmos as marcas whatsapp, instagram e facebook, pertencentes ao Grupo Facebook, veremos que a empresa tem cerca de 3 bilhões de usuários. Praticamente metade da população mundial.

 

Será que a pandemia do coronavírus pode abrir caminho para a criptomoeda do Facebook?

No Brasil, com quinze dias de isolamento, foi possível notar um aumento expressivo no consumo de produtos e serviços online. Uma pesquisa feita pela NZN Intelligence aponta que 71% das pessoas preveem aumentar seus gastos online com a quarentena. Nesse sentido, a crise de saúde está pressionando a demanda por soluções financeiras digitais. Iniciativas que estejam conectadas ao mundo atual e aos novos hábitos de consumo da população. 

O coronavírus evidencia uma necessidade latente de termos soluções financeiras seguras, eficientes e criadas para o mercado do futuro. Diante dos acontecimentos a SEC – Securities and Exchange Commission (Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos), deverá tomar uma decisão pautada pela viabilidade do projeto. Mirando, portanto, a recuperação econômica e não mais na política, como vinha acontecendo.

Sim, é bem possível que a pandemia abra caminho para discussões mais profundas em torno da Libra. Essa movimentação fará o projeto ganhar ainda mais relevância. Fortalecendo o mercado de criptomoedas e gerando ainda mais oportunidades para quem estiver atento as novidades desse segmento.


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