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O que é o Ethereum?

Roberto Cardassi 08 de julho de 2019
Ethereum BlueBenx

Em 2013, o whitepaper do Ethereum foi escrito por Vitalik Buterin. Ele descreve sua invenção como uma plataforma de computação distribuída baseada em blockchain, pública e de código aberto, capaz de suportar contratos inteligentes (smart contracts): aplicações que executam exatamente o que foram programadas para fazer sem que ocorra qualquer tipo de falha de serviço, censura, fraude ou interferência por parte de terceiros.

A rede Ethereum oferece aos programadores a possibilidade de construírem novos tokens e distribuírem contratos inteligentes, e também a capacidade de emitirem a sua própria criptomoeda diretamente na blockchain Ethereum, removendo assim a necessidade de criarem uma nova blockchain do zero. Isso representa uma ajuda importante no processo de desenvolvimento não só por poupar o tempo necessário para criar uma blockchain, mas também por contar com a segurança e descentralização de Ethereum, algo que não é inerente a todas as blockchains.

Contratos Inteligentes (Smart Contracts)

Os contratos inteligentes construídos na rede Ethereum fazem uso da sua máquina virtual descentralizada de Turing completa, chamada de “Ethereum Virtual Machine” (EVM). A EVM é o componente do protocolo responsável por rodar os contratos inteligentes/scripts. A EVM executa scripts recorrendo à utilização de uma rede internacional de nós públicos, assegurando assim a resistência da plataforma à tentativas de censura.

O desenvolvimento de scripts e contratos inteligentes na rede Ethereum é feito recorrendo a uma nova linguagem de programação chamada Solidity que foi construída especificamente para Ethereum.

Para incentivar as pessoas a participarem da rede, o Ethereum criou sua própria criptomoeda, ether (ETH). Cada participante que configura um nó público na rede, contribui com a segurança da blockchain e ajuda na execução de scripts e validação de blocos.

Quando você realiza uma operação na rede Ethereum é necessário pagar uma taxa de execução. Esta taxa é chamada de “Gas”, o seu preço é estabelecido em ether (ETH) e é utilizada para medir a quantidade de trabalho necessário para executar uma determinada tarefa ou conjunto de tarefas. Quanto maior for a carga computacional, maior será a taxa de Gas. O montante de ether que você paga por cada unidade de “Gas” é definido por você, mas lembre-se que os pedidos que pagam taxas maiores, são priorizados pelos nódulos.

Um dos benefícios que você encontra ao usar a plataforma Ethereum é sua alta disponibilidade de serviços. Se o servidor de uma empresa cair, o seu serviço deixa de funcionar, enquanto que na rede Ethereum mesmo que algum nó deixe de funcionar, existem muitos outros espalhados pelo mundo mantendo o serviço online. E o mesmo se aplica quando falamos de censura, pois é muito mais fácil para uma entidade maliciosa derrubar um servidor centralizado do que centenas ou milhares de servidores espalhados pelo mundo. Isso é o que torna as blockchains tão seguras e garante que o serviço estará sempre disponível para qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo.

Ethereum o maior computador do mundo

Em resumo, o Ethereum quer ser um ‘Computador do Mundo’ que descentralize – e alguns argumentam, democratize – o modelo existente de cliente-servidor.

Com o ethereum, servidores e nuvens são substituídos por milhares de chamados “nós” executados por voluntários de todo o mundo (formando assim um “computador mundial”).

A visão é que o ethereum habilitaria essa mesma funcionalidade para pessoas em qualquer lugar do mundo, permitindo que elas concorram para oferecer serviços em cima dessa infraestrutura.

Percorrendo uma típica loja de aplicativos, por exemplo, você verá uma variedade de quadrados coloridos representando tudo, de transações bancárias a atividades físicas e aplicativos de mensagens. Esses aplicativos dependem da empresa (ou de outro serviço de terceiros) para armazenar suas informações de cartão de crédito, histórico de compras e outros dados pessoais – em algum lugar, geralmente em servidores controlados por terceiros.

Sua escolha de aplicativos, é claro, também é governada por terceiros, pois a Apple e o Google mantêm e curam (ou, em alguns casos, censuram) os aplicativos específicos que você pode baixar.

Tomemos o exemplo de um serviço de documentos on-line como o Evernote ou o Google Docs.

Ethereum, se tudo correr conforme o planejado, retornaria o controle dos dados nesses tipos de serviços para o proprietário e os direitos criativos para o autor. A ideia é que uma entidade não terá mais controle sobre suas anotações e que ninguém poderá subitamente banir o aplicativo, temporariamente colocando todos os seus cadernos offline. Apenas o usuário pode fazer alterações, não qualquer outra entidade.

Em teoria, combina o controle que as pessoas tinham sobre suas informações no passado com as informações de fácil acesso às quais estamos acostumados na era digital. Cada vez que você salva edições, ou adiciona ou exclui notas, todos os nós da rede fazem a alteração.

Vale a pena notar que a ideia foi recebida com ceticismo.

Embora os aplicativos pareçam possíveis, não está claro quais aplicativos blockchain serão realmente úteis, seguros ou escalonáveis, e se eles serão sempre tão convenientes para usar quanto os aplicativos que usamos hoje.

Conclusão

Portanto, de forma resumida, Ethereum pode ser vista como uma blockchain que possui uma linguagem de programação embutida, ou como um computador de escala mundial baseado num mecanismo de consenso, onde uma vasta variedade de aplicações são executadas. Isso se deve aos vários benefícios oferecidos pela blockchain como uma rede decentralizada, que não são encontrados em servidores tradicionais.


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