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Morte da Renda Fixa: corte na SELIC enterra de vez o investimento mais amado pelos brasileiros

BlueBenx 24 de março de 2020

Em sua última reunião, que aconteceu entre os dias 17 e 18 de março, o Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou novo corte na taxa Selic. Com a redução de 0,5% a taxa básica de juros passa para 3,75% ao ano. Agora o Brasil entra para a lista de países que têm juros negativos ligados a produtos financeiros que possuem seus rendimentos atrelados a ela.

É interessante observar que o corte da Selic corrige para baixo o rendimento da renda fixa. Já que a Poupança, Tesouro Direto, CDBs, entre outros papeis que estão atrelados a taxa mãe da economia irão crescer menos do que a inflação, que está prevista para 4% ao ano. Sim, os investimentos, queridinhos dos brasileiros, estão mortos em termos de rentabilidade real.

Apesar dessa ser uma notícia triste para todos os amantes da poupança saiba que já era esperado que, mais cedo ou mais tarde, isso viesse a acontecer. Isso porque existe uma tendência global, que está se consolidando há anos, de taxas de juros negativas.

Se pegarmos os gráficos comparativos dos bancos centrais de Reino Unido, Estados Unidos, Países do euro e Brasil vamos perceber que o Brasil está na verdade muito atrasado diante dessa movimentação.

Gráfico Renda Fixa, Entre 2000 e 2020

Se a Renda Fixa está morta onde devo buscar rentabilidade?

Essa é uma decisão particular de cada investidor. Afinal cada um de nós tem sonhos, objetivos, visão de mundo diferentes. Nossas decisões sobre dinheiro são sempre decisões emocionais. Portanto, o que é bom para algumas pessoas pode não ser bom para todas.

Mas diante desse cenário, existem sim mercados que se apresentam como alternativas para os investidores de renda fixa que estão atrás de rentabilidade. As criptomoedas são uma das opções que podem entrar para sua lista de investimentos nesse momento. Da mesma forma, a crise que estamos vivendo no mercado de capitais por conta da pandemia do coronavírus (covd-19) ajuda a consolidar essa visão sobre o mercado de cripto ativos.

Faz praticamente um mês que estamos acompanhando as bolsas de valores pelo mundo todo despencarem. As especulações da crise já afetaram diretamente os mercados do turismo, do comércio e a demanda por petróleo. No Brasil, pela primeira vez na história, a Bolsa de Valores de São Paulo acionou circuit break seis vezes dentro de um período de 10 dias. Inclusive a pandemia foi listada como um dos motivos para o Banco Central reduzir a taxa de juros. 

A instabilidade também atingiu o mercado de cripto ativos. No dia 13 de março o Bitcoin, moeda mais conhecida e a primeira em capitalização de mercado, chegou a ser negociada a aproximadamente R$ 20.000,00 reais. Muitas outras moedas digitais perderam valor. Claro que não poderia ser diferente.  O mercado de ativos digitais é altamente volátil e sofre com os efeitos de antifrágeis como a disseminação global de uma doença. No entanto, diferente de outros mercados financeiros, já é possível observar a recuperação das principais criptomoedas. Que entre os dias 16 e 20 de março voltaram a subir. Como consequência desse aumento o Bitcoin já está sendo negociado acima de R$ 32.000,00 reais.

 

“Isto mostra a solidez do mercado de ativos digitais e sobretudo, uma mudança no comportamento dos investidores, que estão esperando uma forte retomada de valoração nesse tipo de investimento”,

 

afirma Roberto Cardassi, CEO da BlueBenx, plataforma internacional de negócios com cripto ativos e tokens. 

 

Um dos fatores que contribuem para a recuperação de preço das criptomoedas, apesar da pandemia, é o ápice dos infectados na China. O país é um dos que mais utiliza os ativos digitais. Nas últimas semanas, o governo chinês está diante da diminuição de casos e da possibilidade da vacina. Fatores que influenciam os investidores voltarem a ter confiança. As criptomoedas são ativos globais e o efeito da pandemia do coronavírus acontece nos mercados locais. Ou seja, a influência que cada mercado sofre com os efeitos da doença é maior ou menor de acordo com a expansão e contenção do vírus.


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