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Março de 2020: o mês que entrou para a história do mercado financeiro!

BlueBenx 07 de abril de 2020

São raros os momentos onde, mesmo sem o distanciamento histórico, conseguimos diferenciar os acontecimentos que irão marcar o curso do tempo daqueles que serão esquecidos. No entanto, apesar dessa dificuldade podemos dizer com certeza que março de 2020 entrou para a história do mercado financeiro. O mês foi marcado por grandes acontecimentos, infelizmente negativos, que fizeram o mercado financeiro despencar e amargar perdas históricas.

Vamos começar pelas bolsas de valores que ao longo período sofreram forte pressão pela pandemia do coronavírus e pela guerra em relação ao preço do petróleo. No Brasil, por exemplo, o ibovespa registrou o pior mês em 20 anos. A volatilidade nas negociações foi tão grande que, pela primeira vez na história, o mecanismo de controle centralizado das bolsas denominado como circuit breaker foi acionado seis vezes no mesmo mês. Podendo destacar  todos eles em um intervalo de apenas 10 dias. Mas, o pior dia foi a quinta-feira, 12, quando a ibovespa entrou em circuit breaker duas vezes (no mesmo dia). Algo que não acontecia desde a crise do subprime em 2008. Foi o terceiro pior pregão desde o início do plano Real. No último dia do mês o ibovespa fechou o balanço trimestral marcando -36% de queda.

Em março de 2020, também vimos o Banco Central realizar um novo corte na Selic. Levando a taxa básica para 3,75% mínima histórica que pela primeira vez. Essa ação colocou o Brasil entre os países com juros reais negativos. Menores do que a inflação anual de 4%. A Selic baixa tende a aquecer a economia incentivando os investimentos, o crédito e o consumo. No entanto,  para quem gosta da renda fixa, essa é uma notícia ruim, já que agora esses títulos tendem a apresentar uma performance muito baixa.

 

Como se não bastasse tantas mudanças percebemos uma correlação e sinergia entre o mercado de capitais e as criptomoedas.

Entre os dias 1 e 12 de março, praticamente todos os cripto ativos foram marcados por quedas abruptas. O Bitcoin (BTC), por exemplo, iniciou o mês na faixa de preço dos R$ 42 mil reais, no dia 13 caiu registrando a mínima do ano em aproximadamente R$ 21 mil, e terminou o mês com uma recuperação surpreendente acima de R$ 33 mil reais apresentando uma tendência de lateralidade nas negociações.

Consequentemente, diante de tantas incertezas, o medo e a necessidade de liquidar os investimentos fez com que até mesmo os ativos de pouca volatilidade registrassem perdas. Foi o caso de títulos públicos prefixados ou atrelados à inflação, como por exemplo debêntures e fundos imobiliários. Pouquíssimos investimentos conseguiram se manter no azul, e menos ainda foram os que trouxeram resultados interessantes.

 

Fontes:

https://valor.globo.com/valor-data/aplicacoes/

https://www.tesourodireto.com.br/titulos/historico-de-precos-e-taxas.htm

 

O comportamento entre os investidores foi de forte aversão ao risco. Nesse cenário o dólar se beneficiou já que os investidores ainda enxergam a moeda como porto de segurança e estabilidade.

Os acontecimentos do mês de março de 2020 testaram as estruturas daqueles que estão expostos ao mercado financeiro. Com tantos mercados em baixa e mesmo com a alta volatilidade a BlueBenx se orgulha de ter entregue resultados positivos para todos os clientes.

 

Futuro incerto: será que temos uma crise econômica à vista?

Março de 2020 não entrou para a história exclusivamente nos mercados financeiros, os acontecimentos do mês e a pandemia do coronavírus causaram uma transformação massiva na maneira como nos relacionamos socialmente. No Brasil, e no mundo todo, governos adotaram medidas de distanciamento social. Campanhas para que as pessoas fiquem em casa. Suspensão de atividades não obrigatórias. Fechamento de comércios.  Eventos cancelados. Adiamento das olimpíadas. Foram algumas das medidas para conter a disseminação do vírus.

O fato é que, neste momento, não há como prever o que vai acontecer nos próximos meses. Já que os fatores que afetaram o mercado financeiro continuam em curso. Enquanto a pandemia ainda não for controlada muitos mercados ainda vão sofrer quedas e instabilidades. O Banco Central zerou a sua projeção de crescimento da economia brasileira em 2020, já na projeção feita pelo banco Goldman Sachs o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil deve encolher -3,4%. Nos Estados Unidos as previsões do banco também apresentam queda no PIB norte americano para o primeiro e segundo trimestre. Com a paralisação global de vários setores é possível dizer que sim, provavelmente, iremos entrar em uma crise econômica.

Para Roberto Cardassi CEO da BlueBenx a pandemia do coronavírus vai causar uma desaceleração dos meios de produção gerando um efeito em cadeia e desaquecendo a economia. Mas, apesar disso, é a primeira vez na história que os governos do mundo todo estão agindo para socorrer a economia e evitar que uma recessão atinja o mercado.

 

“Iremos acompanhar muitas decisões de ordem social, política e econômica que deverão acontecer nas próximas semanas para conter o crescimento do desemprego, a estabilização monetária, a concessão de crédito para empresas, a gestão do otimismo e o foco na recuperação econômica”,

 

afirma Roberto Cardassi, CEO da BlueBenx, plataforma internacional de negócios com cripto ativos e tokens. 

 

Iremos lançar uma série de textos apontando como o antifrágil coronavírus poderá impulsionar acontecimentos e fatores interessantes dentro do mercado de cripto ativos. O primeiro deles:

Coronavírus pode dar luz verde para Libra criptomoeda do facebook.

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