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Entenda o que são Hard Forks e Soft Forks

Roberto Cardassi 11 de julho de 2019

Todo software necessita de constantes atualizações para corrigir falhas ou melhorar sua performance. No mundo das criptomoedas, essas atualizações são chamadas de “forks”.

Como a maioria das criptomoedas são descentralizadas, todos os participantes da rede – conhecidos como nodes (nós) – precisam seguir as mesmas regras para trabalharem juntos. Esse conjunto de regras é conhecido como protocolo.

As típicas regras de um protocolo incluem o tamanho de um bloco em uma blockchain, as recompensas que os mineradores recebem por minerar um novo bloco e muito mais.

Existem dois tipos de forks: soft fork e hard fork. Mas ambos os tipos de forks fundamentalmente alteram como o protocolo de como uma criptomoeda funciona. Vamos tentar explicar de uma maneira mais fácil.

O que é o Soft Fork

O soft fork é uma mudança no protocolo da criptomoeda que é compatível com versões anteriores. Isso significa que os nós (nodes) que não foram atualizados ainda podem processar transações e enviar novos blocos para a blockchain, desde que não violem as novas regras do protocolo.

Imagine um soft fork que cria uma nova regra para reduzir o tamanho do bloco de 3MB para 2MB. Os nodes mais antigos ainda poderão processar transações e enviar novos blocos com 2MB ou menos, pelo menos por um período. Mas se um node desatualizado tentar enviar um bloco maior que 2MB para a rede, os nodes mais novos e atualizados rejeitarão o bloco, pois isso viola as novas regras. Isso incentiva os nodes mais antigos a se atualizarem para o novo protocolo, já que eles não são tão eficientes quanto os atualizados.

O Hard fork é diferente

Já um hard fork é uma alteração no protocolo de uma criptomoeda que é incompatível com as versões anteriores, o que significa que os nodes que não se atualizarem para a nova versão não poderão processar transações nem enviar novos blocos para a blockchain. Hard forks podem ser usados para alterar ou melhorar um protocolo existente, ou mesmo para criar um novo protocolo e blockchain independentes.

Imagine uma mudança em um protocolo que aumenta o tamanho do bloco de 2MB para 4MB. Se um node atualizado tentar enviar um bloco de 3MB para a blockchain, os nodes desatualizados não reconhecerão esse bloco como válido e o rejeitarão.

Dependendo da situação, hard forks podem ser planejados (consensuais) ou controversos (sem consenso).

Em um fork planejado, os participantes atualizarão voluntariamente seu software para seguir as novas regras, deixando a versão antiga para trás. Os que não atualizarem serão deixados minerando a antiga blockchain, que estará sendo usada por poucas pessoas.

Mas se um fork é executado sem consenso (o que significa que há um desacordo dentro da comunidade sobre a atualização) o protocolo é geralmente dividido em 2 blockchains paralelas e incompatíveis, com 2 criptomoedas diferentes. Ambas blockchains terão sua própria comunidade, e os desenvolvedores s irão trabalhar no projeto da maneira que acreditarem ser a melhor.

Como um fork é baseado na blockchain original, todas as transações da blockchain original também são copiadas para o novo fork. Por exemplo, se você tiver 100 moedas de uma criptomoeda chamada “Moeda A” e um hard fork baseado nessa criptomoeda criar uma nova chamada “Moeda B”, você também receberá 100 moedas da Moeda B.

Conclusão

Devido à natureza de código aberto das criptomoedas e à medida que mais indivíduos e organizações com objetivos diferentes entram no mundo cripto, os forks continuarão a ser um evento essencial no desenvolvimento das criptomoedas como um todo.

Apesar de Soft Forks e Hard Forks, quando ocorrem, provocam muitas discussões, seu objetivo na maioria das vezes é a melhoria da tecnologia que encapsulam as criptomoedas. Quer entender ainda mais sobre o mundo das criptomoedas, acompanhe nossas publicações.


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